Todo Carnaval Tem Seu Fim
Sabe aquela sensação de se achar superior a todos os outros seres humanos que existem? Foi com ela que eu saí da Fundição Progresso à meia noite do dia 25 de maio, depois do primeiro show da turnê de 15 anos dos Hermanos no Rio.
Tudo me mpressionou no show: a pontualidade, o nível do público, a organização da Fundição, a qualidade técnica da banda, a simpatia do Amarante e do Camelo, o setlist (que você confere clicando aqui)... mas talvez o quesito mais relevante de todo esse êxtase em relação ao show tenha sido esse gostinho de ter a banda tocando junto de novo, de poder ouvir aquelas 30 músicas (que já tinham sido trilhas sonoras de vários momentos da minha vida e da vida de várias pessoas ali) executadas ao vivo e com muito primor.
E quando eu digo primor, eu me refiro a um instrumental per-fei-to de mais ou menos 10 integrantes começando a tocar as primeiras notas de O Vencedor às 22h em ponto e levando o show até a meia noite com o mesmo gás do início. A animação da platéia também foi responsável por esse gás todo: alguns sites brincaram dizendo que a banda promoveu um karaokê e não um show. O coro foi ensurdecedor nas principais músicas da banda, como O vento, A flor, Conversa de botas batidas, Todo Carnaval tem seu fim, Último Romance (a melhor da noite, na minha humilde opinião) e a polêmica Anna Júlia. As músicas do primeiro cd também marcaram presença com Onze Dias, Azedume, Pierrot, Quem sabe, Tenha dó e Descoberta.
Nas músicas mais calminhas (que eles sabiamente intercalaram com as mais "pesadas"), ficava fácil ver o envolvimento do público com o repertório da banda. Tinha até marmanjo cantando de olho fechado e mão levantada, com lágrima no canto do olho. A música nova do Amarante, Um milhão, apesar de não ser conhecida pela maioria das pessoas, também foi recebida por um público atento e esperançoso (será que mais canções novas vão aparecer?).
A interação entre Camelo e Amarante me pareceu mais afiada do que nunca (detesto essa palavra, mas tive que usar). Os dois sorriam o tempo todo, fizeram comentários durante o show, tocaram um pedacinho da abertura de Armação Ilimitada, abraçaram um dos trompetistas enquanto ele fazia o solo... Amarante pulou do palco, depois subiu na estrutura metálica, depois desceu, subiu no palco de novo, parecendo uma criança feliz.
Bom, a conclusão final é a seguinte: podem falar o que quiser, que a turnê foi caça níquel, que eles já deram o que tinha que dar, que a banda só é conhecida por Anna Júlia, mas eu vou continuar dizendo até o fim, NÃO, PORQUE NEM SEMPRE. Não, porque não é sempre que a gente vê um show assim. Não, porque Los Hermanos continua sendo, pra mim, uma das melhores bandas do cenário nacional. E ponto.
xoxo nerds,
até a próxima ;D










Alguém me explica por que esse homem nunca tinha aparecido aqui? Alguém me explica por que ele mora miles and miles away? Alguém me explica por que não dá pra plantar um desses no quintal e depois sair pela rua exibindo a colheita?



